Fotos: Betto Jr. / Secom PMS
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Rodrigo Aguiar / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador autorizou nesta sexta-feira (14) a construção da nova Praça Santa Dulce, no Largo de Roma, que contará com um investimento de aproximadamente R$ 27 milhões. O prazo de duração previsto das obras é de 12 meses, para inauguração na próxima Festa de Santa Dulce dos Pobres, em agosto de 2027. O projeto é da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).
O prefeito Bruno Reis enfatizou que a intervenção a ser executada não se trata de uma requalificação, e sim de um espaço totalmente novo. “É uma nova praça, que será integrada ao Santuário, com uma mudança completa viária e estacionamento. O material utilizado será o que existe de mais moderno, de alto padrão”, explicou o gestor municipal.
A construção da nova Praça Santa Dulce integra um projeto mais amplo na região, para o fortalecimento do turismo religioso, segundo o chefe do Executivo municipal. “O nosso desejo é muito mais do que transformar os festejos de Santa Dulce na principal festa religiosa do Brasil. É transformar esse Santuário como um todo em um dos mais visitados do nosso país. E isso requer investimentos. Temos um projeto grandioso aqui para o Abrigo Dom Pedro, que vai se incorporar também ao Santuário, e mais uma série de equipamentos que vamos implantar”, detalhou.
O projeto da praça inclui arena ao ar livre, altar-palco para celebrações, estrutura de apoio aos romeiros (com sanitários, vestiários, copa e refeitório), velário, parque infantil, praça de alimentação e um salão museográfico – espaço para projeção audiovisual, com exposição permanente da réplica histórica da Kombi utilizada por Irmã Dulce para socorrer doentes, recolher pessoas necessitadas e transportar alimentos e remédios. Também haverá um espaço reservado para um edifício-garagem, com restaurante panorâmico no terraço.
“Vamos deixar como legado para a cidade essa nova grande praça, com o estacionamento, o novo Abrigo Dom Pedro, hotel, centro gastronômico, cerimonial. Naturalmente, quem vier me suceder terá o desafio de desenvolver novos projetos. Mas nós sabemos onde queremos chegar. A Fundação Mário Leal Ferreira desenvolveu um plano para toda a Península Itapagipana”, completou Bruno Reis.
A presidente da FMLF, Tânia Scofield, apresentou mais alguns detalhes do projeto da nova praça. “Vamos usar pela primeira vez na cidade a pedra portuguesa amarela. Para não ter uma manutenção tão periódica necessária, usaremos os melhores materiais possíveis. E os cobogós, aquelas divisórias vazadas, nós vamos fabricar como aquele véu da Irmã Dulce. Então, ele vai espelhar exatamente a praça toda com o véu da Irmã Dulce”, relatou Tânia.
De acordo com a dirigente, o estacionamento será implantado numa segunda fase das obras. “Será muito orgânico, com uma vegetação cobrindo esse estacionamento, que perde aquela cara de coisa dura, pelo contrário, no último andar do estacionamento haverá uma vista panorâmica para Itapagipe”, disse Tânia.
Representante das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) no evento, Sandra Ohlweiler, gestora executiva da organização, elogiou o projeto. “Recebemos essa notícia ontem, no dia da Festa de Santa Dulce. A praça é um ponto de integração dos devotos, voluntários, pacientes das Obras Sociais e da própria comunidade. Gostaríamos de agradecer à Prefeitura e a todos aqueles que contribuíram para a realização desse sonho. Acho que vai facilitar bastante na locomoção dos devotos e turistas, inclusive na Festa de Santa Dulce. O projeto ficou muito bonito”, afirmou Sandra.
Para o frei Ícaro Rocha, um ponto fundamental é a integração da nova praça ao Santuário Santa Dulce dos Pobres. “Nós percebemos que o Santuário, em determinadas celebrações, não comporta o número de fiéis. Agora, a praça Santa Dulce se torna também um grande santuário a céu aberto, onde o teto é o céu, o trono de Deus. Então, esse projeto é para nós causa de alegria”, disse o religioso.
O novo espaço também será, ainda segundo o frei, um local de convivência e sociabilidade. “Vai ajudar muito a nossa região da Cidade Baixa, que carece de espaços como esse. Acredito que a comunidade vai ficar feliz. Como nós vimos que ocorreu com a praça do Bonfim. Que espaço bonito, né? As pessoas vão, tem segurança. Todos os dias tem muito movimento ali. E a praça Santa Dulce vai ser mais um outro instrumento para essa convivência”, concluiu.

























