A ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, foi um dos alvos da “Operação Sponsor”, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), na manhã desta terça-feira, 26, na capital baiana.
A também dançarina e influenciadora digital ocupa, desde abril do ano passado, o cargo de diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ da Secretaria Municipal da Reparação (Semur).
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público localizado no Empresarial Thomé de Souza, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, em uma associação e endereços ligados a cinco pessoas físicas, entre elas servidores do Município de Salvador.
Segundo o MP-BA, a Justiça determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação, bem como de duas servidoras municipais investigadas.
Segundo as investigações, recursos públicos que deveriam ser destinados ao patrocínio de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ teriam sido desviados por meio de uma associação de fachada.
De acordo com os promotores de Justiça, a associação teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador, sendo que parte desses recursos teria beneficiado integrantes da associação. Os valores deveriam viabilizar eventos em 57 bairros de Salvador, além do apoio a 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.
A operação investiga crimes como peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos que deveriam ser destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.
A apuração teve início após o MPBA receber informações e documentos apresentados por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTI+, relatando irregularidades na destinação de verbas públicas destinadas à realização do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.
Os trabalhos foram deflagrados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa, com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTI+, da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati) e da Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento de Apoio Operacional (CPAp).
O que diz a Prefeitura de Salvador?
Em nota divulgada à imprensa, a prefeitura de Salvador comunicou a exoneração das servidoras envolvidas no caso, conforme orientou a recomendação do Ministério Público da Bahia, após a deflagração da operação.
“Em relação à operação do Ministério Público estadual (MP-BA) desta terça-feira (26), a Prefeitura de Salvador informa que, seguindo a recomendação do órgão ministerial, as servidoras citadas serão exoneradas. A gestão municipal salienta que colabora com a apuração para que todos os fatos sejam esclarecidos”, diz o comunicado.
Foto: Divulgação


























