Empreender fora do país foi uma decisão estratégica construída com visão de longo prazo. Após consolidar minha experiência no setor gastronômico, iniciei o processo de internacionalização da marca Rei do Parmegiana, levando um produto tradicional brasileiro ao mercado americano com um modelo moderno e escalável.
O primeiro movimento foi começar pelo delivery. Essa estratégia permitiu validar o mercado com estrutura enxuta, controle operacional e maior agilidade para ajustes. Mais do que um canal de vendas, o delivery se tornou uma ferramenta de inteligência de mercado, possibilitando compreender o comportamento do consumidor, adaptar cardápio, precificação e fortalecer a presença digital da marca.
A internacionalização exige mais do que replicar um modelo — exige adaptação cultural, entendimento regulatório e posicionamento claro. Por isso, a expansão foi construída sobre três pilares fundamentais: padronização de qualidade, construção de autoridade digital e crescimento sustentável.
Como próximo passo estratégico, está em fase de desenvolvimento a estruturação de um projeto para introduzir produtos latino-americanos no mercado americano por meio de marketplaces. A proposta é criar uma ponte comercial digital, criar novas marcas e conectar produtos da América Latina diretamente ao consumidor nos Estados Unidos, ampliando o alcance e diversificando o portfólio de forma escalável.
Empreender globalmente significa unir identidade e flexibilidade. Não se trata de mudar a essência, mas de saber comunicá-la ao novo mercado. Acredito que marcas fortes não devem se limitar por fronteiras geográficas, especialmente em um cenário onde tecnologia e comércio digital permitem expansão estratégica e sustentável.
Essa jornada representa mais do que crescimento empresarial — é a construção de uma ponte entre culturas, sabores e oportunidades. E estamos apenas no início dessa trajetória.
Artigo assinado por Tiago de Caires Mendes, presidente / sócio-fundador do Rei do Parmegiana
Foto: Divulgação


























