O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) afirmou que a eleição de 2026 exigirá mais do que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva: será preciso formar uma base parlamentar que garanta condições para a continuidade do governo. A avaliação foi feita em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (6), ao analisar os desafios eleitorais e a reconstrução do país após Jair Bolsonaro.
“Não basta reeleger o presidente Lula, nós temos que dar a ele condições de governar com o Parlamento aliado, e não o Parlamento que seja oposição, chantageando, pressionando, tensionando”, disse.
Segundo Solla, Lula recebeu um país com políticas públicas desmontadas e, em pouco mais de três anos, recuperou programas e ampliou investimentos. O deputado destacou a queda do desemprego, a valorização real do salário mínimo e o controle da inflação.
Na saúde, citou a renovação e ampliação da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a retomada da Bahiafarma, que fechou quatro contratos para produzir medicamentos, incluindo os oncológicos. Também mencionou o aumento de recursos para universidades, a criação de novos campi e a retomada do Minha Casa, Minha Vida, cuja entrega deverá superar a meta inicial de 2 milhões de moradias.
“Nós não só reconstruímos o que foi destruído, mas atualizamos e colocamos o país em um patamar melhor do que dez anos atrás”, apontou.
Para o parlamentar, o principal obstáculo será evitar que partidos sem candidatura presidencial mantenham o controle do Congresso, independentemente do resultado das urnas. Solla lembrou que Lula teve cerca de 48% dos votos no primeiro turno de 2022, mas os deputados eleitos ao seu lado não chegaram a 20%. “Mais da metade de quem votou em Lula votou num deputado que não está aliado ao presidente”, disse. Por isso, defendeu a reeleição acompanhada de um Congresso “na mesma linha, no mesmo projeto, na mesma perspectiva”.
Foto: GABRIELA KOROSSY

























