A candidata a deputada federal, atriz e ex-presidenta da Funarte Maria Marighella destacou o compromisso do governador Jerônimo Rodrigues com a criação de uma unidade de conservação na Serra da Chapadinha e contrapôs a iniciativa à atuação do grupo político de ACM Neto na área ambiental. Para Maria, os episódios registrados em Salvador e Jequié revelam modelos distintos de desenvolvimento.
No debate do último domingo (9), o governador afirmou que o processo para criação da unidade de conservação da Chapadinha está em análise na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e garantiu que a medida será efetivada. A proteção da Serra da Chapadinha é uma reivindicação de movimentos ambientalistas diante do avanço da mineração e dos riscos para a biodiversidade e a segurança hídrica da região.
“Quero destacar o compromisso do governador Jerônimo Rodrigues de assinar o decreto que cria a unidade de conservação da Serra da Chapadinha. A medida atende a uma luta construída pelo movimento Salve a Serra da Chapadinha, que defende água limpa e vida silvestre no lugar da mineração. As águas do Una e do Paraguaçu abastecem 80 municípios baianos, inclusive Salvador. Cuidar do meio ambiente é cuidar da nossa gente”, afirmou Maria que é também integrante da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Serra da Chapadinha.
Leilão de áreas verdes em Salvador
Ao comentar a situação, Maria comparou a iniciativa com episódios recentes envolvendo áreas verdes de Salvador. A candidata citou o leilão de uma área verde protegida no Corredor da Vitória, anulado pela Justiça Federal, além das controvérsias envolvendo intervenções e supressão de vegetação nos bairros de Pituaçu e São Rafael.
“Eu queria esse mesmo compromisso com o meio ambiente em Salvador. Mas aqui vemos o oposto: área verde protegida indo a leilão, denúncias de desmatamento e intervenções que colocam em risco espaços que deveriam ser preservados. Devasta primeiro, maquia depois. Esse é o método carlista”, criticou.
Maria também estendeu a crítica ao candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto, Zé Cocá, prefeito de Jequié, ao citar a derrubada de árvores durante intervenções realizadas em praças do município.
Padrão destrutivo na chapa de ACM Neto
“Nem mesmo o vice escapa. Em Jequié, Zé Cocá fez praças derrubando árvores. Não estamos falando, portanto, de um episódio isolado, mas de uma concepção de desenvolvimento que se repete. O padrão destrutivo está na chapa inteira”, afirmou.
Para Maria Marighella, a disputa entre os dois projetos passa também pela forma como desenvolvimento econômico e preservação ambiental são conciliados.
“A escolha não é difícil, um lado propõe economia verde e desenvolvimento sustentável, e o outro trata a natureza como um obstáculo”, concluiu.
Foto: Divulgação

























