Parlamentar destacou trajetória dos governos petistas, defendeu continuidade do projeto político e criticou tentativa da oposição de se aproximar de Lula
O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) defendeu, neste domingo (16), em Irecê, a continuidade do projeto político liderado pelo PT na Bahia. Durante o primeiro comício da campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Wagner afirmou que o estado não pode retroceder e pediu votos para Jerônimo, para o presidente Lula, para Rui Costa e para a própria candidatura ao Senado.
“Eu tenho uma história, Rui construiu a dele e esse rapaz aqui [se referindo a Jerônimo] que tem a cara de vocês, está construindo a história dele. Eu estou aqui para pedir por ele, por Lula, por Rui e por mim, porque a Bahia não pode andar para trás”, declarou Wagner diante do público de mais de 20 mil apoiadores e lideranças do território de Irecê que lotaram o comício.
Na ocasião, o ex-governador recordou a vitória nas eleições estaduais de 2006, quando contrariou as pesquisas e derrotou Paulo Souto ainda no primeiro turno. Segundo Wagner, aquele resultado representou também uma mudança na forma de governar e de se relacionar com prefeitos e lideranças políticas.
“Não se faz política como se fazia no outro grupo, com o chicote em uma mão e o dinheiro na outra. Não se faz política na democracia dizendo: ‘Para quem está comigo, tudo; para quem é meu adversário, nem água’. Eu aprendi isso com o meu mestre de política, Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou.
Jaques Wagner lembrou ainda que, durante os oito anos em que governou a Bahia, não perseguiu gestores municipais adversários e manteve os investimentos nos municípios independentemente da posição política dos prefeitos.
“Nunca persegui nenhum prefeito ou prefeita. As obras vão em benefício de vocês, não em benefício do prefeito. Se o povo escolhe um prefeito que não é o meu, ao respeitar esse prefeito, estou respeitando vocês que o elegeram”, acrescentou.
Ao final, Wagner criticou o opositor de Jerônimo e afirmou que a tentativa de associar sua candidatura à do presidente não corresponde à trajetória política dele.
“Agora veste a pele de cordeiro e finge que é amigo de Lula. Não, ele não é amigo de Lula. Ele é adversário de Lula. Votar em Lula e votar no adversário de Jerônimo é o mesmo que colocar uma casca de banana no caminho do nosso querido presidente”.
Foto: Maína Diniz

























