Foi no bairro onde construiu o primeiro hospital municipal de Salvador que ACM Neto (União Brasil) decidiu realizar mais uma edição do movimento “Sua voz é a nossa voz”, iniciativa de sua pré-campanha ao governo da Bahia voltada a ouvir a população e reunir propostas para o plano de governo.
Em evento lotado nas proximidades do Campo da Pronaica, o pré-candidato ao governo da Bahia chegou acompanhado de diversos aliados políticos, entre eles o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e foi amplamente saudado pelo público presente.
Em entrevista à imprensa, Neto falou sobre o “Sua voz é a nossa voz” e afirmou que a principal demanda apresentada pela população tem sido a segurança pública, diante dos casos de violência registrados no estado.
“Em cada região do estado, há situações que variam, mas, em todos os lugares, surge sempre com muita força a preocupação com relação à segurança pública e à violência. Há também a questão da saúde
. No interior, há uma inquietação enorme da população sobre a fila da regulação”, ressaltou.
Durante o evento, moradores da região relataram dificuldades enfrentadas por causa de problemas atribuídos à gestão estadual. Foi o caso da aposentada e líder comunitária Raquel Miranda, que falou sobre a dificuldade para conseguir vagas em hospitais estaduais.
“Semana passada, meu telefone tocou às 23 horas, uma mulher me informando que a mãe dela tinha três dias aguardando regulação. E eu não podia fazer nada. Infelizmente, no dia seguinte, ligou para dizer que a mãe tinha falecido. Esse é apenas um caso entre milhões”, contou.
Prefeito de Salvador, Bruno Reis reforçou que a fila da regulação para vagas em hospitais estaduais é uma das principais demandas apresentadas por moradores da cidade que administra.
“Temos um grave problema na questão da saúde. As pessoas estão morrendo na espera da regulação. É a famigerada fila da morte”, ressaltou.
Bruno Reis também afirmou que o governo estadual deve R$ 20 milhões à prefeitura por causa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele acrescentou: “A Casa da Mulher Brasileira, que é um sucesso, nós estamos diminuindo a violência contra a mulher, eles (o governo) devem a prefeitura mais de R$ 6 milhões e não pagam”, salientou.
Em discurso para a população presente no evento, ACM Neto ainda lamentou a pressão sofrida pelos hospitais de Salvador por causa da falta de infraestrutura hospitalar em outras regiões do estado.
“Quando a gente vai no Aristides Maltez e procuramos conversar com as famílias, tem gente da Bahia toda fazendo tratamento no hospital. Não é diferente no Roberto Santos, no Hospital Geral do Estado e também no Hospital Municipal aqui de Boca da Mata”, lamentou.
O projeto “Sua voz é nossa voz” já passou por outras quatro cidades da Bahia: Jequié, Alagoinhas, Barra da Estiva e Jacobina.
Crédito: Divulgação

























