Empregos

Postado em 28/08/2016 10:49

Senai tem mais de mil vagas para jovem aprendiz

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Conseguir um emprego tem se tornado cada vez mais difícil, porém, para os jovens que estão começando, aprender uma função pode ser mais fácil do que parece. Até o próximo dia 28, 1.134 vagas para menor aprendiz estão abertas na Bahia. As inscrições são feitas pela internet, no site. O programa de jovem aprendiz tem o objetivo de inserir estudantes no mercado de trabalho e de estimular as empresas a oferecerem vagas remuneradas com baixa carga horária para jovens entre 14 e 24 anos.

“Por meio do programa, os jovens podem se tornar um funcionário da empresa. No tempo da experiência, a organização consegue desenvolver esse profissional. E se a empresa fizer um trabalho diferenciado, ele pode ser um futuro líder”, afirma Lélian Garrido, coordenadora geral dos grupos de práticas de gestão de pessoas da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seção Bahia (ABRH-BA).

O Jovem Aprendiz é um programa do governo federal que aceita jovens que estejam cursando os ensinos fundamental, médio ou cursos técnicos, a depender do perfil desejado pelo empregador. O programa pode durar até dois anos e a carga horária do curso preparatório deve ser equivalente ao período de prática na empresa.

Aprendizado

São diversas as empresas que contratam  por esse regime. Jovem aprendiz do setor financeiro do Shopping da Bahia há um ano e 8 meses, Anaize Carvalho conta que a vivência prática e o contato com os profissionais da área são pontos fortes do programa.

 Veja também: Codeba abre vagas para estágio; confira

Quando resolveu se tornar uma aprendiz, ela estava prestes a se formar e, até então, não havia desempenhado nenhuma função de carteira assinada. Foi exatamente para adquirir experiência que ela se inscreveu na seleção.

“Eu queria me tornar uma profissional mais completa. Hoje sei que, onde quer que eu trabalhe no futuro, vou levar virtudes que aprendi aqui como a boa conduta no trabalho e a ética”, diz.

Preparação

A contratação do aprendiz pode ser efetivada pela empresa onde será realizada a aprendizagem ou por escolas técnicas de educação. Independente disso, é obrigatório realizar aulas teóricas.

No Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que está com as inscrições abertas para 1.134 vagas até o dia 28, os alunos realizam aulas e, depois disso, são encaminhados ou selecionados pelas empresas em que vão trabalhar. “A  formação teórica e a etapa prática são imprescindíveis e devem ser equivalentes em carga horária”, explica Patrícia Evangelista, gerente de Educação Profissional do Senai na Bahia.

Já no Senac (Serviço Nacional de Apredizagem do Comércio), os jovens são encaminhados para os centros de formação pelas empresas, após terem sido selecionados. “Ofertamos cursos que atendem empresas de bens, comércio, serviços e turismo. Alguns jovens gostam tanto da função que se formam na área.  É gratificante, porque você acaba plantando neles a semente do estudo e do trabalho”, diz Carla Spinola, gerente de educação profissional do Senac-BA.

Segundo o Ministério do Trabalho, toda empresa com mais de 7 empregados deve ter um aprendiz. A remuneração tem como base  o salário mínimo hora. Ainda assim, o contratante pode estipular qualquer valor de salário acima desse mínimo.


Emprego garantido

Recém-contratado da OAS, Andrei Campos é um exemplo de história de sucesso. Ele foi efetivado como auxiliar-administrativo na OAS há  4 meses, assim que terminou o seu período como jovem aprendiz.

O rapaz conta que resolveu se tornar um jovem aprendiz por ser uma chance de conseguir o primeiro emprego. “Eu me matriculei por necessidade. Eu tinha acabado de me formar e precisava de um emprego. Quando soube do programa, agarrei a oportunidade”, conta.

Colega de Andrei, Márcio Frutuoso seguiu o mesmo caminho – após dois anos de programa foi contratado na empresa. “Sempre busquei mostrar interesse e dar o meu melhor, e parece ter dado certo. Não é por menos que hoje tenho planos de começar a cursar Administração”, diz.

Entrevista:  Lélian Garrido

O que diferencia os programas de jovens aprendizes para os de estágio?  

 A primeira grande diferença é que o estágio não tem vínculo empregatício. Consequentemente, os estagiários não recebem salário, e sim uma bolsa-auxílio. Por isso, também, eles não recebem o 13º – que é um benefício opcional. A ideia do estágio é que a pessoa trabalhe no período em que estiver cursando o nível superior ou técnico. Muitas vezes, ainda, a conclusão do curso depende dessa experiência. A ideia do estágio é que o estudante consiga ver na prática o que aprendeu na sala de aula. Já o aprendiz, muitas vezes, nem pisou em uma organização e, a princípio, tem pouca familiaridade com as funções. Apesar disso, ambos são processos de desenvolvimento em que a empresa consegue atingir bons resultados.

Quais são as semelhanças com as oportunidades de trainee?  

Os programas de trainee, assim como os de aprendizes, são ferramentas para desenvolver  futuros líderes. O trainee é um funcionário da empresa e, portanto, tem os direitos que os funcionários e aprendizes têm. Entretanto, não há diferença de encargos. Mesmo assim,  ele tem uma faixa salarial menor do que a do líder por ainda estar em treinamento. A característica principal dos trainees é que geralmente são recém-formados, que têm um conhecimento mais aprofundado e são moldados para assumir cargos mais elevados. Eles possuem um regime de treinamento intenso para que possam se consolidar como liderança.

Seriam os aprendizes, então, o mesmo que empregados?  

Não. O aprendiz assina contrato por prazo determinado, enquanto que um empregado não tem essa limitação. Outra diferença é que os aprendizes não podem ser desligados da organização, a não ser que tenham descumprido gravemente uma norma. Quanto à carga horária, eles só podem trabalhar por até seis horas diárias. Quando um aprendiz é contratado, a empresa parte do princípio que ele não tem experiência alguma, ao contrário de um candidato a uma vaga de emprego.

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