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Postado em 03/10/2015 4:10

“Religião não salva ninguém”, defende-se Pierre Onasis após ser criticado por evangélicos

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Em entrevista, cantor fala sobre crise no axé e revela que está compondo para os sertanejos.

Pierre Onasis sofreu com críticas dos evangélicos nas redes sociais ao voltar a comandar o bloco Afrodisíaco, mesmo depois de ter se convertido. Em entrevista ao site Varela Notícias, o cantor fala sobre as mudanças em sua vida e sobre a tão falada crise no axé, além de explicar ao que se referia por ter dito que se arrependeu de ter sido arrogante. Pierre também comenta sobre a fama de ter temperamento forte e sobre a inimizade com Jauperi, seu antigo companheiro do Afrodisíaco.

VN – Como surgiu a ideia de voltar para o Afrodisíaco dez anos depois?

Na verdade o afro sempre esteve em mim, ainda que trafegando no universo da música Gospel, onde fiquei por volta de 8 anos, porém sempre acompanhando a boa e rica musicalidade baiana e sempre me relacionei com os grandes e potencias empresários que conduzem e ajudam nos destaques artísticos de nossa cidade potencial. E foi ai que recebi o convite para retornar com esse movimento afro brasileiro e de retomar aquilo que um dia foi adormecido, o Afrodisíaco. E aqui estou feliz e cheio de vontade de cantar a música que alegra, emociona e sobretudo, engradece a Bahia!!!

VN – Como você reagiu às críticas dos evangélicos nas redes sociais? Eles falaram que você tinha se convertido… Você saiu da igreja? Como foi sua experiência com a música gospel?

Continuo evangélico, eu e minha família. Não estou para a religião assim como a música não está para as barreiras. Tenho vida com Deus, respeito todos e sua diversidade, amo minha família e aprendi com Jesus a valorizar esse bem mais precioso, o meu oficio é cantar. Religião não salva ninguém, gosto de me relacionar, sou povo, sou de Deus. Minha experiência não acabou, continuo adorando, continuo congregando, portanto sou Gospel, sou Afro.

VN – Durante todo esse período, o que você estava fazendo?

Trabalhando, cantando, adorando no Brasil inteiro e vivendo a vida .

VN – Você é compositor dos maiores sucessos do axé music. Existe crise na música baiana? Já pensou na possibilidade de compor para a música sertaneja?

Tenho feito algumas canções com esse intuito, o compositor tem que ser eclético, antenado e visionário, aproveitando as oportunidades. Faço um pouco de tudo.

VN – Chiclete sem Bell, Asa acabou, Ivete se distanciou de Saulo, Daniela fazendo show de MPB. Algo mudou no axé?

Tudo na vida passa, aprendi que devemos reter aquilo que for bom e em alguns momentos de nossas vidas passamos por fases que nos fazem amadurecer e tomar algumas decisões, mas, sem sombra de dúvida, se plantamos sementes boas, pode demorar, mas só vamos colher coisas boas. A música baiana será sempre bela e sua diversidade estabelece isso, temos que valorizar esse movimento que ganhou o mundo, temos que ser verdade, temos que fazer algo que ecoe, que passe para outras gerações e pra tudo isso acontecer, temos que nos preocupar com a essência, perdendo ele, perde a música.

VN – As vendas dos blocos caíram. Colocar um bloco na rua no carnaval de Salvador está difícil? O Afrodisíaco tem planos de comandar algum bloco no Carnaval 2016?

Desejamos, mas creio que é algo pra breve! Queremos fazer uma música pra se divertir, Afrodisíaco é música pra se divertir, o carnaval é pra se divertir e com toda certeza vamos estar sim no carnaval!

VN – Você confessou recentemente que foi muito arrogante em sua carreira.

Me perguntaram se eu me arrependia de algo que tinha feito na carreira e ai fiz a colocação de que tinha certeza que em algum momento machuquei e com toda certeza devo ter sido arrogante com alguém , o que é bem normal as vazes por artista e ele o faz sem perceber, no impulso do estrelato , só isso. Aprendi a olhar para as pessoas de igual pra igul , mesmo sendo o artista, preciso respeitar e agradecer seu carinho. A igreja me ensinou isso também!!

VN – Você é conhecido na mídia por tem temperamento forte. Tem inimigos? Convidaria o Jauperi para uma participação especial no ensaio do Afrodisíaco?

Pra mim isso é novo, mas tudo bem! Tenho personalidade, são 35 anos de carreira e sempre me relacionei bem com os artistas e principalmente com a imprensa, por isso estou sendo bem recebido de volta com tanto carinho e reconhecimento. Olha Jauperi não é meu inimigo, nos respeitamos, não só eu, mas a Bahia toda bate palmas pra Jau e ele será bem vindo sempre.

Fonte:
http://varela.vn/m2rc/

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