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Postado em 22/07/2016 11:44

Recém-nascida morre e família acusa secretário de saúde de negligência

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A recém-nascida Isah Evangelista dos Santos Matos tinha 45 dias quando morreu no dia 31 de maio no município de Gongogi, no Sul da Bahia, após passar por três unidades de saúde, entre os municípios de Gongogi, Ubatã e Itabuna. A família da bebê acusou o secretário municipal de Saúde  de Gongogi, Vítor Moraes, de descaso com a paciente. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual.

Segundo Fernanda Evangelista dos Santos Santana, 25 anos, mãe da bebê, às 7h da manhã do dia 30 de maio, Isah foi levada ao Hospital Municipal Edésia Rocha Neves, e não teve atendimento por falta de médico na unidade. “Ela estava pálida, com vômito e já estava sem querer comer. Não conseguimos atendimento porque não tinha médico nesse hospital e daí fomos ao posto médico do lado. Ela foi atendida e a médica disse que ela estava com ‘sopro no coração’ e prescreveu exames de sangue, urina e outro exame que não tem onde fazer na cidade”, relata.

Ainda de acordo com Fernanda, Isah voltou para casa e na tarde do mesmo dia, a bebê piorou e novamente com a mãe, acompanhada da avó Joanice Evangelista dos Santos, 47 anos, retornou ao Hospital Municipal Edésia Rocha Neves, mas a unidade ainda estava sem médico para atender a recém-nascida. Em seguida, a família levou a criança para uma unidade médica no município de Ubatã, onde, segundo Fernanda, foi diagnosticada uma infecção pulmonar. A criança foi medicada e retornou para casa.

A mãe da recém-nascida ainda relatou que no dia 31 de maio Isah acordou pálida, vomitando, com a boca roxa e com febre. “Antes de leva-la ao mesmo hospital, pedi a minha irmã para verificar se tinha médico na unidade e, mais uma vez, não tinha. A única esperança foi levar minha filha para o Hospital Manoel Novaes em Itabuna, mas para isso precisávamos de uma ambulância. Foi quando minha mãe foi ao secretário de Saúde, Vítor Moraes e ele respondeu que não poderia liberar a ambulância, pois somente com ordem do médico”, disse.

Com a negativa do secretário, a família levou novamente a bebê para o hospital do município. Lá, um enfermeiro liberou a ambulância duas horas após a criança ter passado mal. Isah foi transportada sem acompanhamento de nenhum profissional de Saúde e sem balão de oxigênio ou qualquer tipo de estrutura, somente na companhia da avó Joanice. Após 15 minutos que chegou ao Hospital Manoel Novaes em Itabuna, a criança morreu.

O secretário Vítor Moraes não quis dar detalhes e disse que só fala em juízo. Porém ele foi enfático ao afirmar que não houve negligência e que a criança passou por atendimento em um posto médico da rede municipal. Ele também afirmou que o caso foi arquivado pela delegacia da cidade por não constatar negligência, e que a família e os veículos de imprensa que noticiaram o caso estão sendo acionados na Justiça. A reportagem tentou contato também com a Delegacia de Gongogi, mas não teve as ligações atendidas.

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