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Postado em 06/09/2016 4:52

População de Salvador reclama de bancos estatais fechados enquanto privados funcionam

Suspensão de serviços de depósito nos caixas eletrônicos intensificam procura por casas lotéricas e aumentam insatisfação dos clientes.

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Deflagrada nesta terça-feira (6), a greve dos bancários ainda não teve impacto suficiente para suspender as atividades de todos os bancos da capital baiana, mas intensificou a demanda pelos serviços. A paralisação foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º). A movimentação de clientes nas agências da Avenida Manoel Dias da Silva, por exemplo, é intensa. A principal via do bairro da Pituba abriga várias agências de diferentes bandeiras.

“Não houve nenhum comunicado por parte da empresa ou do Sindicato que tenha chegado a nós. Continuaremos com as atividades”, disse o gerente de uma agência de banco particular ao Varela Notícias. “Eu soube por colegas que algumas agências no Comércio e na Região Metropolitana foram fechadas, mas não chegou nada para nós. Vamos continuar com nosso trabalho até uma determinação superior”, relatou outra. Suas identidades foram preservadas.

A realidade das instituições privadas é diferente dos bancos públicos, mesmo assim no início do dia, pelo menos 21 estados e o Distrito Federal tinham agências fechadas. Várias de bancos particulares. Status dentro da expectativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Na capital baiana, Caixa Econômica e Banco do Brasil sequer deram início às atividades. Um cenário propício para exaltar a insatisfação da população. Externada na fila dos caixas eletrônicos. “Uma fila miserável só para pagar uma conta? Não dá”, reclama Gustavo Proença. “É um absurdo isso! O povo sempre paga”, se exalta uma idosa diante da impossibilidade de realizar depósitos.

“Não tem ninguém para fazer a compensação, então não adianta realizar depósito [na agência]. Se for em dinheiro, o cliente deve procurar a Lotérica, se for em cheque, vai ter que esperar a greve terminar”, explicou um funcionário do banco. Questionado sobre o tempo de espera, a resposta foi taxativa: “Indeterminado”.

“Vim por costume, mas cheguei aqui e não consegui fazer um depósito. A agência está fechada e me passaram que os caixas eletrônicos fazem somente saque. Isso me atrapalha porque tenho que ir para a casa lotérica pegar uma fila imensa”, reclamou Manoel de Assis.

Sorte contrária tem o cliente BB. Apesar dos terminais de autoatentimento com a bandeira amarela da agência estarem disponíveis para saques e demais serviços, nada de depósitos. Não há válvula de escape, afinal as casas lotéricas são vinculadas ao ‘lado azul’ dos bancos estatais. Neste caso, o “indeterminado” não é só taxativo, é frio.

Lotéricas lotadas

O efeito dessa migração de clientes, dos bancos para casas lotéricas, pode ser facilmente conferido em qualquer unidade. A da Rua Minas Gerais, paralela à Avenida Manoel Dias, por exemplo, teve aumento significativo nos atendimentos segundo uma funcionária. “Fila aí já diz tudo. Muitas contas, de vários bancos. Jogo mesmo parece que foi esquecido”, relata antes de deixar um alerta: “Depósito só Caixa, viu?!”.

Naturalmente, a fila formada na porta do estabelecimento não agradou aos clientes. Principalmente aos que não procuram nenhum serviço relacionado aos bancos. “Eu sempre faço pagamento na Lotérica, mas esse movimento forte aí complicou a situação. Pior que quero fazer um jogo da Lotofácil e não consigo. Tá acumulada. Fui na loteria do Rio Vermelho [dentro de um supermercado] e também estava entupida. Vim aqui e também não dei sorte. O que eu tenho a ver com greve de banco?”, questiona Josildo Conceição.

Ele não foi o único a procurar mais de um estabelecimento. “Vim pagar um boleto do meu filho. Sempre paguei da loteria. Com essa greve complicou tudo. Saí do Nordeste só para fazer um pagamento. Lá tem duas filas imensas. Tive que andar muito e ainda encontrei fila”, diz o aposentado Sergio Luiz Santos. “Vim aqui por causa da greve. Fui a várias lotéricas e estão todas cheias. Pelo visto [o atendimento] vai demorar”, lamenta Luís Antônio Silva.

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