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Postado em 24/09/2017 7:06

PMs e guarda são condenados a 600 anos de prisão

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Os sete jurados que compõem o conselho de sentença decidiram nesta sexta-feira (22) condenar os dois policiais militares e um guarda-civil acusados de participação nas chacinas ocorridas nas cidades de Osasco e Barueri no dia 13 de agosto de 2015. Na ocasião, 17 pessoas morreram e sete ficaram feridas.

Os parentes das vítimas choraram durante a leitura da sentença. Já os dos réus reclamaram muito da decisão.

O policial Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado a pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. O também policial Thiago Barbosa Henklain Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. O guarda-civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 meses. As penas somam mais de 600 anos.

Os policiais Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain eram acusados de terem disparado contra as vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. Já o guarda-civil Sérgio Manhanhã, segundo a acusação, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes.
O júri popular foi realizado no Fórum de Osasco e teve início na segunda-feira (18). Durante todos os dias, a sala onde ocorre o julgamento esteve lotada de jornalistas, policiais e parentes dos réus e das vítimas, além de curiosos e membros do Tribunal de Justiça Militar.

O caso
Os 17 assassinatos ocorreram em um intervalo de aproximadamente duas horas, na noite de 13 de agosto de 2015. Eleutério e o policial Thiago Barbosa Henklain respondem por todas as mortes, enquanto o guarda civil Sérgio Manhanhã, que teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam, foi denunciado por 11 mortes. Eleutério, Henklain e Maranhão foram julgados por de organização criminosa e homicídio qualificado.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, os assassinatos ocorreram para vingar as mortes do policial militar Admilson Pereira de Oliveira, que foi baleado ao reagir a  assalto em um posto de gasolina, onde fazia “bico” como segurança, e do guarda-civil de Barueri Jeferson Luiz Rodrigues da Silva, que foi morto após reagir a um assalto.

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