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Postado em 28/11/2017 9:54

“Nós Chegou” lança clipe em parceria com o D Ideia e leva música de protesto para o Centro Histórico

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“Pra quem desacreditou…e aí? Nós chegou!”. Além de ser o refrão da faixa Desacreditados, do Coletivo Nós Chegou, essa frase resume bem o processo que, não somente o rap no Brasil e na Bahia, mas também essa banca oriunda do Rio Sena vem desenvolvendo em Salvador. Sob as rimas de Mc Feijão, Ítalo Pereira, Mawenzi MC e Secão, eles lançaram no último sábado (18), em parceria com o D Ideia, na Casa SE7, no Santo Antônio Além do Carmo, o clipe oficial da música, em tempos que realizavam também a segunda edição do Rap Soul, com apresentações de outros grupos e mc´s e batalha de rima, ganhada por Shoock.

Sobre a aproximação com o D Ideia, Mc Feijão conta que conheceu o coletivo a partir de um amigo em comum, Marçal, e aos poucos foi apresentando seu trabalho em espaços compartilhados, até chegar no papo de realizar trabalhos juntos. “A galera me abraçou de verdade. Troquei muitas ideias com Pedro – um dos componentes do D Ideia – e falei do projeto de gravar um clipe. Ele abraçou e fez sair do papel”, conta Feijão. “Cada cena gravada teve a sua importância para nós”, ao desabafar sobre o processo de gravação.

As impressões do D Ideia, coletivo de inserções culturais através de diversas plataformas e vivências, não divergem do momento especial citado por Feijão. Para Pedro Mota, “a maior viagem foi ver a correria dos caras pra fazer o sonho deles acontecer”, em admiração ao esforço dos músicos. “Experiência é a própria palavra que define. Muito crescimento e a oportunidade de vivenciar a realidade da quebrada dos caras que, por mais próxima que esteja/pareça, a gente faz uma ideia bem melhor quando pode ver aqueles versos com os olhos”, resume sobre a experiência acumulada nos dias de gravação de “Desacreditados”.

Tanto o processo de evolução construído pelo Nós Chegou, citado no primeiro parágrafo, quanto a admiração de Pedro pela labuta dos caras, se justificam quando você percebe a consciência social nas letras de jovens, se depara com músicos da periferia que vestem a sua própria marca e entende que é preciso muita correria para fazer e ser a sua própria produção, tendo em vista a necessidade de dividir o tempo com outras atividades, tipo aquelas que lhes dão o sustento.

Representando o grupo, Mc Feijão lembra ainda que a gravação da música e do clipe tem em um dos seus propósitos homenagear Mc DCN, ex-integrante do Nós Chegou, que faleceu em 2016. “Graças a Deus e ele o nosso som chegou para quem Desacreditou”, pontua. As gravações marcaram também um momento de amadurecimento do D Ideia enquanto projeto residente da Casa SE7. “Certamente, o D Ideia ganhou mais que ofereceu nesse trabalho”, enxerga Pedro, a partir das impressões fincadas após toda a conclusão do projeto.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=15&v=Q8l-e9qj6H8

“A CASA SE7 está em Salvador e no Pelourinho, portanto é lugar de preto e vai estar de portas sempre abertas à expressão cultural de matriz africana e local. É assim porque tinha que ser… Os pretos se fortalecendo, sempre!”

(Pedro Mota – D Ideia)

Outras pessoas têm seus méritos na produção da música e do clipe, como Luiza Novaes, Hercules Neto, Gabriel Lima e Juan Cruz, pelo D Ideia; Felipe Prazeres, Fininho, Mc Js e Laila Sanches, pelo Nós Chegou; Case, da G Music, pela montagem do beat; e Dactes e o Nacalada Rec, pela mixagem a masterização do som.

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