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Postado em 25/05/2016 10:00

No Dia da África servidores estaduais abordam enfrentamento ao racismo

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No Dia da África (25), o enfrentamento ao racismo pautou a roda de conversa promovida, nesta quarta-feira, pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), no âmbito do programa Educar para Transformar. Servidores de diferentes órgãos abordaram a importância da educação para o enfrentamento ao racismo. O encontro aconteceu no auditório da Secretaria da Educação, no Centro Administrativo.

 

Dentre os temas abordados destacam-se a Década Internacional Afrodescendente, proclamada em 2013 pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que tem como tema “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. A década, que vai do período entre 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024, tem como finalidade a promoção do respeito, proteção e a garantia de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais dos afrodescendentes, como propõe a Declaração Universal dos Direitos Humanos

 

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia adota políticas públicas voltadas à Educação para a diversidade. O objetivo é fazer com que os estudantes se sintam cada vez mais incluídos no contexto educacional e se reconheçam como agentes transformadores de suas próprias histórias e da sociedade. Isso atende a demandas específicas, como a da Educação para Relações Étnico-Raciais. Assim, o combate ao racismo e a toda forma de preconceito é abordado nas escolas por meio de ações e projetos, como seminários, videoconferências, formações continuadas e material pedagógico, tendo como uma das referências a Lei 10.639, que institui a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura africana nas escolas.

 

A diretora da Educação e Suas Modalidades, da Secretaria da Educação do Estado, Elizete França, afirma que a ampliação das discussões sobre essa temática é de fundamental importância. “Nossos servidores do campo da educação vão até a ponta com os estudantes nas escolas discutir questões como o racismo pensando em ações que valorizem o negro na sua integridade”, destaca.

 

O coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Sepromi, Antônio Cosme Lima, destaca que o enfrentamento ao racismo é uma ação cotidiana. “Nós temos ainda muitos desafios para superar o racismo, a exemplo da intolerância religiosa e o racismo institucional. A educação é um instrumento imprescindível para valorizarmos e nos reconhecermos como afrodescendentes”, afirma.

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