Bocão News

Postado em 24/11/2015 12:37

Fotógrafo baiano registra rastro de destruição na Chapada Diamantina após incêndios; veja

Estimativa é de que fogo tenha destruído cerca de 30 mil hectares na região.

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Os incêndios florestais sucessivos já afetaram os municípios de Lençóis, Palmeiras, Mucugê, Ibicoara, Jacobina, Jaborandi e Andaraí.

(Fotos: Tarcísio Albuquerque)

Os estragos causados pelos incêndios na região da Chapada Diamantina nos últimos dias preocupam ambientalistas e a população local. Até este domingo, a estimativa da secretaria de Meio Ambiente do estado é de que as chamas tenham atingido cerca de 30 mil hectares. Em meio aos estragos e prejuízos, o fotógrafo baiano Tarcísio Albuquerque registrou imagens do local com o objetivo de sensibilizar a população a colaborar no combate ao incêndio e também chamar atenção para os cuidados que as pessoas devem ter ao visitar a região.

O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985 e abrange os municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras. “Estou aqui, em Lençóis, desde sábado (21) e fiquei muito preocupado com a situação. O estrago foi muito grande e eu nem conseguir subir o Morro do Pai Inácio porque daqui de baixo já deu pra sentir os estragos”, disse em entrevista ao Varela Notícias.

De acordo com Albuquerque, o clima entre os moradores locais é de lamentação e todos estão muito preocupados com o Natal e o fim de ano, que devem ser bem tristes já que muitas pessoas estão desistindo de visitar o lugar. O Parque Nacional da Chapada Diamantina é uma área de preservação ambiental e turismo ecológico, que conta com uma área de 152.000 hectares

“A intenção das fotos não é mostrar miséria, tive essa preocupação. Mesmo com o estrago dos incêndios, ainda há aqui muitos lugares bonitos no parque. As imagens são para alertar que, com o clima o seco, um cigarro que alguém jogue na área pode provocar um incêndio. Assim como quero também sensibilizar as pessoas que podem ajudar, pois toda ajuda é importante e precisamos recuperar esse belo lugar”, completou.

O fotógrafo contou ainda que, segundo conversas com moradores na cidade, os incêndios foram mesmo causados de forma criminosa. Uma vez que as chamas não estão se alastrando na direção do vento, de forma linear, e sim em vários pontos da região.

Mais reforços
No último sábado (21), chegaram de Brasília 47 bombeiros para atuar no combate ao incêndio que atinge a região. Os profissionais vindos da capital federal estão sob o comando do comandante geral do Corpo de Bombeiros da Bahia, coronel Francisco Telles.

A ação, que já conta com bombeiros, brigadistas e voluntários baianos, teve o reforço, na sexta-feira (20), de um novo helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB), considerado um dos mais modernos do mundo. O helicóptero Caracal substitui o modelo Super Puma, que estava auxiliando no combate ao fogo e retornou à sede da instituição, no Rio de Janeiro. Na madrugada da última sexta-feira, dois novos focos de incêndio, com indícios de serem propositais, foram debelados pelos combatentes nas margens da BR-242.

O trabalho na Chapada Diamantina conta com mais de 200 participantes, entre militares da FAB, Exército, bombeiros, brigadistas voluntários capacitados pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), de prefeituras locais e brigada do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), além de sete carros-pipas disponibilizados pelos municípios para que o fogo seja controlado o mais rápido.

Investigações
Na última segunda-feira, 16 de novembro, o Ministério Público Federal (MPF) em Irecê (BA) instaurou procedimento preparatório para apurar as providências adotadas pelos órgãos competentes para combater os focos de incêndio que atingiram a região da Chapada Diamantina no decorrer da última semana. Foram oficiados a unidade do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) responsável pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina, a Superintendência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na Bahia e a Secretaria do Meio Ambiente no Estado da Bahia.

O MPF buscou saber, ainda, na ocasião, se os recursos empregados seriam suficientes e adequados para o combate eficaz ao incêndio e, no caso de não serem, quais os motivos para a não disponibilização do aparato minimamente indispensável e quais recursos materiais e humanos adicionais bastariam, com a indicação de entidades que poderiam ceder, ainda que temporariamente, recursos adicionais para apoiar a extinção do fogo. Requereu, também, informação detalhadas sobre os danos causados, especialmente no interior e nas proximidades do parque, e se núcleos populacionais foram atingidos pelo incêndio.

Fonte: Varela Notícias

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