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Postado em 17/10/2015 9:28

Ex-professor da USP diz que possível cura do câncer vem sendo negligenciada pelo governo

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Gilberto Chierice afirma que Anvisa tem má vontade em aprovar substância que cura o Câncer.Professor Gilberto Orivaldo Chierice Professor Gilberto Orivaldo Chierice PUBLICIDADE
Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) afirma que conseguiu desenvolver uma substância que sinaliza as células cancerígenas facilitando ao organismo doente curar o câncer.

A droga chegou a ser fornecida gratuitamente pela USP de São Carlos, entretanto por portaria a Universidade proibiu a distribuição e o pedido de registro junto à Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O caso foi noticiado pelo portal G1 e pela EPTV. Pacientes e familiares de pacientes que já vinham se medicando entraram na Justiça para exigir a continuidade da distribuição das cápsulas. Gilberto Chierice disse que após ter procurado a ANVISA quatro vezes foi barrado por falta de dados clínicos. Ainda segundo Chierice, este argumento não é tão válido quanto devido ao fato de que existem muitos outros remédios no país que não dispõe dados clínicos suficientes. Entretanto, solicitou a Anvisa um Hospital Público onde pudesse realizar mais testes, e não obteve qualquer retorno da entidade.

Em entrevista á EPTV (regional Rede Globo), Gilberto Chierice detalhou alguns aspectos das substâncias que compõem o medicamento, disse que é a combinação muito comum, monoetanolamina, e ácido fosfórico, usado como conservante de alimentos. O medicamento agiria como uma espécie de “marcador” para as células doentes de forma a facilitar sua identificação pelo sistema imunológico e sua consequente eliminação. Neste tratamento que serviria para os mais diversos tipos de tumores, a quimioterapia não poderia ser utilizada porque o tratamento necessita que o sistema imunológico esteja intacto. Gilberto Orivaldo Chierice foi coordenador dos estudos com a fosfoetanolamina sintética por mais de 20 anos. Antes que fosse interrompida a produção pela USP, cerca de mil pessoas por mês eram beneficiadas pelo medicamento.

Contudo, afirma que para seguir as normas da ANVISA é necessário ainda concluir as três fases requeridas pela agência, mas que por má vontade, e falta de interesse do Governo, da própria Agência e da USP não lhe são dispostos os meios necessários. Ele diz que estuda a possibilidade de produzir o medicamento em outro país, porque nas suas palavras: “Beneficiar pessoas não é por bandeira. A humanidade precisa de alguém que faça alguma coisa para curar os seus males”.

Pacientes que usam a droga, familiares e advogados, afirmam que a substância, ainda que experimental, tem resultados eficazes no combate à doença. Eles relatam casos de cura e vêm apelando à Justiça para obter a droga, já que sem o registro junto à Anvisa não pode ser produzida e comercializada. Sua produção mesmo em baixa escala não alcança meros R$ 0,10. Valor tão irrisório, que leva todos os interessados a questionar a que ponto não são os grandes Laboratórios e seu lobby os responsáveis por tanto descaso da parte do Governo e das Agências e Instituições.

A polêmica está lançada e as discussões na internet proliferam.

Um morador de Santa Catarina que produzia e distribuía a droga gratuitamente após ter sua mãe curada depois de seu uso, foi preso.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, emitiu parecer dizendo que a substância fosfoetanolamina sintética poderia vir a ser um importante medicamento utilizado para combate ao câncer, mas de acordo com o pesquisador Salvador Neto do Departamento de Química da USP, para que as pesquisas, os estudos e a produção da droga avançassem seria necessário ceder a patente a própria Fiocruz. E se não fosse aprovada, tal cessão impediria por completo o desenvolvimento das pesquisas e sua possível produção.

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