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Ex-presidente Lula presta depoimento em inquérito da Operação Zelotes

PF investiga suspeita de pagamento de propina para aprovação de MPs que concedem benefícios fiscais ao setor automotivo.

Postado em 06/01/2016 23:49 - Atualizado em: 06/01/2016 23:49
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento à Polícia Federal em um inquérito referente à Operação Zelotes nesta quarta-feira (6), em Brasília. A PF investiga suspeitas de pagamento de propina para aprovação de três medidas provisórias que concediam benefícios fiscais ao setor automotivo, sendo duas delas durante o governo Lula

A empresa LFT Marketing, que pertence ao filho do e-presidente, Luís Cláudio Lula da Silva, recebeu R$ 2,4 milhões do escritório Marcondes e Mautoni, que, na mesma época, recebeu repasses de empresas do setor automotivo. O depoimento desta quarta estava previsto para acontecer no final do mês passado. A defesa de Lula pediu o adiamento para janeiro, período de recesso parlamentar em Brasília.

A operação Zelotes foi deflagrada no fim de março com origem em uma carta anônima entregue num envelope pardo e investiga um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos no país. Suspeita-se que quadrilhas atuavam junto ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, revertendo ou anulando multas.

A operação também foca lobbies envolvendo grandes empresas do país. O esquema fez com que uma CPI fosse instalada no Senado. Na fase mais recente da operação, a Polícia Federal realizou um mandado de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence ao filh0 de Lula. A companhia é suspeita de ter recebido repasses da Marcondes & Mautoni, empresa de lobistas que atuaram na aprovação de medida provisória que prorrogou a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automobilística.

Outro investigado de peso da Zelotes é o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes, relator da reprovação das contas da presidente Dilma Rousseff. De acordo com a investigação, ele teria recebido, através de uma empresa da qual foi sócio até 2005 -atualmente em nome de seu sobrinho- pagamentos da SGR Consultoria, que teria corrompido conselheiros do Carf para favorecer clientes que recorreram ao Carf para discutir multas.

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