Internacional

Postado em 27/11/2015 6:09

Equipe da G1acompanha refugiados que fugiram do terror do Estado Islâmico

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Nas praias da ilha grega de Lesbos há sinais por toda a parte da chegada de milhares de refugiados. Pelas contas da ONU, mais de 850 mil pessoas se aventuraram em embarcações precárias e lotadas para chegar ao continente europeu. A grande maioria é de sírios fugitivos da guerra civil e da violência e intolerância religiosa de grupos como o Estado Islâmico.

O repórter Caco Barcellos e o repórter cinematográfico Eduardo Apolinário se depararam com montanhas de coletes salva-vidas nas praias, uma espécie de lixão de vestígios de quem foge da guerra.

Caco Barcellos registra a chegada de refugiados

Caco e Apolinário testemunharam a chegada de três botes com refugiados. Os adultos desembarcam em choque e assustados, sem saber ao certo se conseguiram pisar em território europeu. No meio dos botes de borracha, viajam as mulheres e crianças que chegam molhadas e com muito frio. Na praia, eles contam que foram surrados e roubados por piratas ao longo da travessia. E quem não tem dinheiro não consegue fugir. Os donos dos botes cobram 1.500 euros por pessoa, cerca de R$ 6 mil.
O repórter Victor Ferreira passou por seis países para mostrar a rota dos refugiados pela Europa depois do desembarque na Grécia. Eles caminham por estradas de terra e enfrentam o frio negativo. O governo da Sérvia calcula que mais de um milhão de refugiados já entraram no país. Sam AldalimAmy, de 49 anos, tem câncer e está fugindo com os quatro filhos de Ramadi, no Iraque, cidade dominada pelo Estado Islâmico. Ela está há quatro meses sem notícias do marido, que foi torturado pelos extremistas. “Eles fazem coisas horríveis. Eles têm facas, armas e matam as crianças que não querem ser como eles. Eu vi isso com meus olhos”, disse antes de continuar sua jornada.

Na jornada até a Alemanha, há trens exclusivos para refugiados. A equipe do Profissão Repórter conseguir embarcar com eles numa viagem de 19 horas até Sid, na Sérvia, fronteira com a Croácia. A estrutura do trem é precária, não há onde comer, mães trocam os bebês no chão, o lixo vai se acumulando pelos vagões. Victor viajou no mesmo vagão que uma família síria de 12 pessoas, com idosos e seis crianças.

Esta reportagem foi gravada na mesma semana em que o terrorismo do Estado Islâmico atacou  Paris e matou 130 pessoas. As famílias que saíram da Síria e do Iraque, vítimas da mesma violência, souberam dos ataques na França no meio da penosa jornada em busca de abrigo na Europa.

“É uma vergonha, não concordamos com bombas, o Islã não é isso. A religião islâmica é amar a todos”, disse uma refugiada que tenta salvar sua família.

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