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Cultura

Cia Baiana de Patifaria apresenta projeto Trilogia Patife no Teatro Módulo

Serão apresentados os espetáculos A Vaca Lelé, Fora da Ordem e A Bofetada .

Postado em 25/09/2018 22:12 - Atualizado em: 25/09/2018 22:18
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Serviço

O quê: Trilogia Patife – A Vaca Lelé, Fora da Ordem – solo com Lelo Filho – e A Bofetada

Quando: De 13 de outubro a 04 de novembro – sábados e domingos.

Onde: Teatro Módulo – Av. Prof. Magalhães Neto, 1177 – Pituba, Salvador – BA, Telefone: (71) 2102-1350

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) – bilheteria do teatro ou site www.ingressorapido.com.br

Com mais de 30 anos nos palcos, a Cia Baiana de Patifaria tem um repertório de 8 montagens. O grupo, que acaba de retornar de turnê pelo interior da Bahia, vai ocupar o Teatro Módulo com o projeto Trilogia Patife, em que serão apresentados três espetáculos: o infanto-juvenil para todas as idades A Vaca Lelé; o drama Fora da Ordem e a comédia A Bofetada. A temporada ocorrerá de 13 de outubro a 04 de novembro, aos sábados e domingos.

 

A remontagem de A Vaca Lelé, que se comunica com espectadores de diferentes gerações como bem diz seu subtítulo – “Um musical para todas as idades, marca o reencontro dos diretores Lelo Filho e Fernanda Paquelet. O novo elenco – Lelo Filho, Marcos Barreto, Mário Bezerra e Rodrigo Villa – dará vida a vaquinha Matilde, a Mosca, a Cigarra, o Vaga-Lume, o Pardal, a Galinha, o Touro e o Espantalho. O musical infanto-juvenil A Vaca Lelé fica em cartaz de 13 de outubro a 04 de novembro, no Teatro Módulo, com sessões aos sábados e domingos, às 16h.

A Vaca Lelé discute o ideal de todo homem – a realização de seus sonhos – contando a estória de Matilde, uma vaquinha que sonha em ter asas e voar para conhecer outros lugares. Esse desejo é utilizado metaforicamente para falar dos aprendizados de uma criança ao descobrir sentimentos como o medo, a felicidade e a amizade.

Matilde é uma vaquinha que veio de longe e adora conviver com um espantalho esquecido no meio da seca e todos os estranhos e interessantes bichos que aparecem. Cada personagem em cena apresenta à vaquinha Matilde um novo sentimento e uma nova experiência. Na concepção da Cia, o pano de fundo é o sertão com sua dura realidade e, ao mesmo tempo, a simplicidade e a força do povo nordestino.

 A elogiada trilha sonora de André Rangel, que teve importante colaboração do repentista Bule-Bule, tem forte conexão com ritmos do interior brasileiro, incluindo citações à cantora Dalva de Oliveira, que é homenageada pela Cigarra, personagem que é professora de canto, em contraponto com ritmos urbanos como o rock, cantado pela Mosca, personagem que retrata o submundo. O cenário é de Maurício Pedrosa e figurinos assinados por Miguel Carvalho.

Solo

Aos sábados, às 20h, no Teatro Módulo, o espetáculo Fora da Ordem, primeiro solo de Lelo Filho, traz duas gerações da família Telles Pinto e 50 anos de história pós AI-5. A montagem, um misto de ficção e realidade, será apresentado de 13 de outubro até 03 de novembro.

Inspirado numa canção homônima de Caetano Veloso, a peça aborda temas como: ditadura, racismo, homofobia, violência, guerras santas, e intolerância social. Através de um núcleo familiar que vai desmoronando ao longo do espetáculo, Fora da Ordem expõe os ‘anos de chumbo’ e suas agressões sociais: veto aos direitos políticos, cerceamento das liberdades individuais, censura prévia da informação que atingiu a todos e, brutalmente, as artes.

O conflito se estabelece ao colocar em cena um pai militar e torturador num embate com quatro filhos que têm, como o próprio texto define, ‘a alma livre’. Ao longo de duas gerações entre os irmãos Pedro, Glorinha, Jonas, Adriano e seu filho Pedrinho, o público verá a transmudação da família até os dias atuais. Fora da Ordem tem como força motriz discutir questões que parecem revelar um mundo em busca de algo que pode ser uma nova ordem, especialmente em 2018, ano em que se completam 50 anos que o AI 5 foi decretado.

O espetáculo solo, que mistura teatro e cinema, conta com participações especiais, vozes em off e projeções, com atores de várias gerações do teatro baiano, como: Alan Miranda, Bertrand Duarte, Diogo Lopes Filho, Hamilton Cerqueira Lima, Jorge De La Puente, Mário Bezerra, Talis Castro, Vinícius Nascimento, Wanderley Meira e o ator mirim João Victor Sobral.

Com texto e direção assinados pelo próprio Lelo Filho, tendo como diretor assistente Odilon Henriques, Fora da Ordem tem duração é de 1 hora e 10 minutos. A produção, edição e direção de imagens é de Dedeco Macedo. Desde sua estreia o espetáculo já foi visto por mais de 5 mil pessoas.

Comédia

O espetáculo A Bofetada, que estava em turnê pelo interior da Bahia – Santo Antônio de Jesus, Lauro de Freitas, Itaberaba, Jequié e Porto Seguro -, retorna a cartaz para apenas quatro apresentações, aos domingos, de 14 de outubro a 04 de novembro, às 20h, no palco do TEATRO MODULO.

Nessa nova temporada, os patifes Mário Bezerra, Marcos Barretto, Rodrigo Villa e Lelo Filho vão trazer as atuais manchetes do noticiário político-social-econômico brasileiro, em especial, as eleições de 2018, que se misturam aos bordões ‘é a minha cara’, ‘oxente’, ‘momento lindo, maravilhoso’, ‘adoro, chega choro’.A BOFETADA completa 30 anos de encenação nos palcos e tem concepção original é de Fernando Guerreiro.

Os três esquetes que compõem o espetáculo são de Mauro Rasi, Miguel Magno e Ricardo de Almeida. O primeiro esquete, “O Calcanhar de Aquiles” – extraído de Pedra, a tragédia –  de Mauro Rasi – traz a atriz decadente Eleonora (interpretada pelo ator Mário Bezerra) que obriga a crítica de teatro Vânia Leão (Marcos Barretto) e a namorada Dirce (Rodrigo Villa) a assistirem sua montagem apoteótica na qual interpretará sozinha 60 personagens de uma tragédia grega.

Os dois esquetes seguintes (extraídos de “Quem tem medo de Itália Fausta”), são assinados por  Miguel Magno e Ricardo de Almeida. Em “O Ponto e a Atriz”, vários gêneros teatrais são ironizados ao resgatar a função do Ponto, figura que lembrava o texto para as divas das grandes companhias de teatro.

O último esquete, “Fanta e Pandora”, o ensino do teatro é o foco central e o público é transformado em personagem com quem as duas professoras universitárias, Fanta Maria (interpretada por Lelo Filho desde 1988) e Pandora Luzia (Rodrigo Villa) interagem numa improvável aula sobre a influência de dois fonemas no teatro javanês, durante os últimos 15 do século XII a.C..

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