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China estuda eliminação de limite de dois mandatos para presidente

Proposta do Comitê Central do Partido Comunista, se aprovada, permitirá que Xi Jinping permaneça no poder indefinidamente..

Postado em 26/02/2018 0:51 - Atualizado em: 26/02/2018 0:51
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O Partido Comunista da China preparou o terreno para que o presidente Xi Jinping fique no cargo indefinidamente, com uma proposta de remover uma cláusula constitucional que limita o serviço presidencial em apenas dois mandatos no cargo, segundo a Reuters.

Desde que assumiu o cargo há mais de cinco anos, Xi supervisionou uma reorganização do partido, incluindo a retirada de líderes já vistos como intocáveis como parte de sua guerra popular à corrupção enraizada.

O anúncio de domingo, realizado pela agência de notícias estatal Xinhua, forneceu poucos detalhes. A proposta, feita pelo Comitê Central do partido, o maior de seus órgãos de elite, também inclui a posição de vice-presidente. A CNN afirma que a mudança precisa ser aprovada pelo parlamento chinês, o Congresso Nacional do Povo, em março.

Xi, de 64 anos, é cobrado pela constituição da China a renunciar como presidente após dois mandatos de cinco anos.

Aproximando-se do final de seu primeiro mandato, ele será eleito formalmente a um segundo no encontro anual de abertura do Parlamento da China, em 5 de março, ainda segundo a Reuters.

Não há limite para seu mandato como chefe militar e do partido, ainda que a norma seja um máximo de 10 anos de mandato.

Ele iniciou seu segundo mandato como chefe do partido e do exército em outubro, ao final de um congresso do partido que acontece uma vez a cada cinco anos.

Zhang Lifan, um comentarista de história e política, afirmou que a notícia não era inesperada, e que era difícil prever exatamente quanto tempo Xi poderia ficar no poder.

“Em teoria ele pode servir mais tempo que Mugabe, mas na realidade, ninguém tem certeza exatamente do que irá acontecer”, disse Zhang, referindo-se ao ex-presidente do Zimbábue cujas quatro décadas no cargo acabaram em novembro, após o exército e seus ex-aliados políticos atuarem para retirá-lo.

Ainda que comentários positivos preencheram a seção de comentários nas páginas dos meios de comunicação da mídia estatal, como o People’s Daily, a medida não foi bem-vinda por todos no serviço tipo Twitter da China, o Weibo.

“Se dois mandatos não forem suficientes, então eles podem inserir um terceiro mandato, mas é preciso haver um limite. Se livrar dele não é bom!”, escreveu um usuário do Weibo.

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