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Alcione esgota ingressos e lota a Concha Acústica do TCA

A cantora maranhense apresentou em Salvador o show ‘Eu Sou a Marrom’, que comemora 45 anos de carreira.

Postado em 23/09/2018 18:01 - Atualizado em: 23/09/2018 18:01
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noite de sábado (22) foi especial para milhares de soteropolitanos, que esgotaram os ingressos e lotaram a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) para saudar a Deusa do samba, a cantora Alcione. Com repertório recheado de sucessos, a maranhense contagiou os fãs, de todas as idades, que cantaram juntos cada música da seleta lista de canções que marcaram época na música brasileira.

O show, realizado pela Carambola Produções, Java Entretenimento e RD3 Promoções e Eventos, compõe um projeto multifacetado, com inúmeros itens que serão lançados no decorrer deste ano: um documentário (parceria da Marrom Music com a Documenta Filmes), a biografia da artista (livro que está sendo escrito pela jornalista Diana Aragão), um musical e a gravação de um DVD ao vivo, dia 12 de maio, no Engenhão

Ao som de hits como ‘Mulher Ideal’, ‘A Loba’, ‘Ou Ela ou Eu’, ‘Estranha Loucura’, ‘Você Me Vira a Cabeça’, ‘O Que Eu Faço Amanhã, ‘Meu Ébano’, ‘Nem Morta’ e muitos outros, a plateia se transformou em um gigantesco coral, que levou a voz da Marrom para além do palco e das estruturas da Concha Acústica.

Durante o show, Alcione ainda prestou homenagem ao cantor Emílio Santiago, que faleceu em 2013. “Eu não esperava que ele fosse embora tão cedo”, declarou a cantora ao embalar o público com os sucessos ‘Saigon’ e ‘Flamboyant’, que se tornaram verdadeiros hinos nacionais na voz do cantor carioca.

Mas, as homenagens não terminaram por aí. Demonstrando muita alegria por trazer seu show ‘Eu Sou a Marrom’ para os soteropolitanos, a maranhense não deixou de reverenciar a Bahia. “Eu tenho uma gratidão muito grande pela Bahia”, destacou ao versar “A Bahia, Estação primeira do Brasil”, da música ‘Onde o Rio é Mais Baiano’, do cantor e compositor Caetano Veloso, lembrado pela cantora no palco, que também fez questão de destacar a importância de Gilberto Gil na música baiana e brasileira.

Ainda no campo das reverências à Bahia, Alcione fez a galera soltar a voz ao puxar um dos maiores sucessos do samba-reggae, a música ‘Quem é que Sobe a Ladeira’, de Daniela Mercury, de 1992, em homenagem ao Ilê Aiyê, bloco afro mais antigo do Carnaval de Salvador. Canção esta que a Marrom fez uma releitura para novela ‘Segundo Sol’, no ar na TV Globo.

Em meio outros tantos sucessos, que compuseram o repertório, a cantora não deixou de se posicionar sobre temas importantes, como a atual luta das mulheres no cotidiano e em diversas áreas. Alcione aproveitou a grande presença feminina na plateia para pedir luta contra o feminicídio e apoio às mulheres na política.

Comemorando 45 anos de carreira, 42 álbuns (entre LPs e CDs) e nove DVDs gravados, gerando mais de oito milhões de discos vendidos, a Marrom chamou atenção ao falar que o mundo do samba é machista, mesmo sendo uma das cantoras mais reverenciadas do gênero no Brasil e no mundo. Prova disso é mostrado em sua trajetória, que inclui shows em mais de 30 países e turnês que cruzaram o Brasil de ponta a ponta.

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