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Postado em 17/08/2016 4:10

30% dos cartões de meia passagem em Salvador são fraudados

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Um estudo realizado pela Associação das Empresas de Transporte de Salvador (Integra) apontou um esquema de fraudes no uso dos cartões de meia passagem e/ou gratuidades da capital baiana. Entre os dias 4 e 8 de julho deste ano, foi feita uma pesquisa utilizando o sistema de biometria facial instalado como teste em parte da frota. Ao todo, foram monitorados 45 veículos, onde ficaram constatados que quase 30% dos cartões de benefícios são usados por pessoas que não detêm a titularidade do documento.

No caso de estudantes, o índice vai parar em 12,04%. Nas gratuidades, o percentual vai para 36,14%. Os dados foram obtidos pelo Metro1. Realizado em caráter de amostragem, o estudo aponta que os números são “significativos”, gerando um impacto financeiro superior a R$ 73 milhões. “Se expandido para o Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus (STCO) com sua frota de 2.400 veículos e uma estimativa de 34 milhões de passageiros cataracados/mês, os números são significativos. Ao final de 2016, a utilização indevida dos benefícios vai passar de 26 milhões”, afirma a Integra.

Foram identificados casos emblemáticos dessas fraudes. Entre eles de um usuário diagnosticado como deficiente mental, mas que foi aprovado em concurso da Policia Militar do Estado da Bahia. Segundo a pesquisa, ele usufruiu do benefício como deficiente por cinco anos. Outro beneficiário foi diagnosticado com perda não especificada de audição e acabou aprovado em um concurso da PMBA, usufruindo do benefício como deficiente por dois anos.

O estudo aponta que são inúmeras as formas utilizadas para burlar a legislação que instituiu o benefício, desde o aluguel do cartão à obtenção da gratuidade mediante fraude (falsificação de atestados, diagnósticos irregulares, falsa comunicação de doença para obtenção do passe livre e outras). Segundo a Integra, o quadro se agrava na medida em que a Justiça – com base em requisições da Defensoria Pública do Estado – concede liminares favoráveis a pessoas que não se enquadram nos critérios estabelecidos em lei. “Como o julgamento do mérito costuma demorar, o solicitante viaja por dois, três anos, com direito a até oito viagens diárias”, diz. Atualmente, existem 2.600 liminares que tramitam na Justiça e garantem pelo menos 156 mil viagens mensais sem pagamento da tarifa, onerando as planilhas de custos em mais de R$ 6 milhões por ano.

Metro 1
Fotos:Google

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